Mestres Templários

 

Conheça alguns dos Mestres dos Cavaleiros Templários, de todo mundo, ao longo da história.

Ordem do Templo Brasil - GPTB - Cavaleiros Templários Brasil - Hugo de Payens
 

Hugo de Payens

Hugo de Payens (1070-1136), um fidalgo francês da região de Champanhe, foi o primeiro mestre e fundador da Ordem dos Templários.

Ele era de uma família que, segundo cartas que pertenciam à Abadia de Molesmes, tinha parentesco com os Montbard (família a qual pertencia São Bernardo de Claraval e André de Montbard) e era originalmente um vassalo do conde Hugo de Champanhe.     Com ele visitou Jerusalém uma vez e ficou por lá depois de o Conde voltar para a Condado de Champanhe. Foi aí que organizou um grupo de nove cavaleiros para proteger os peregrinos que se dirigiam para a Terra Santa no seguimento das iniciativas propostas pelo Papa Urbano II.

De Payens aproximou-se do rei Balduíno II com oito cavaleiros, dos quais dois eram irmãos e todos eram seus parentes, de Hugo de Payens, alguns de sangue e outros de casamento, para formar a Ordem do Templo de Jerusalém.

Os outros cavaleiros eram: Godofredo de Saint-Omer, Arcambaldo de Saint-Aignan, Payan de Montdidier, Godofredo Bissot, Hugo Rigaldo, e dois homens registrados apenas com os nomes de Rossal ou possivelmente Rolando e Gondemaro. O nono cavaleiro permanece desconhecido, apesar de se especular que ele era o próprio Conde de Champanhe.

Hugo de Payens terá nascido provavelmente em Château Payens, a aproximadamente 10 km de Troyes, em Champanhe, na França. Ele também foi um veterano da Primeira Cruzada (em 1099) tendo passado 22 anos de sua vida no leste da Europa.

É provável que Hugo de Payens tenha servido no exército de Godofredo de Bulhão durante essa Cruzada. Como grão-mestre, ele liderou a Ordem dos Templários por quase vinte anos até a sua morte, ajudando a estabelecer a fundação da Ordem como uma importante e influente instituição internacional militar e financeira.

Na sua visita a Londres em 1128, ele conseguiu homens e dinheiro para a Ordem, e também fundou a sua primeira sede lá, iniciando a história dos Templários na Inglaterra. Ele morreu na Palestina em 1136 tendo sido sucedido, como mestre, por Roberto de Craon.

Ordem do Templo Brasil - GPTB - Cavaleiros Templários Brasil - Roberto de Craon
 

Roberto de Craon

Robert de Craon (13 de Janeiro de 1147) foi o segundo Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, de Junho de 1136 até sua morte.

Ele nasceu por volta da virada do século XII, o mais novo dos filhos de Renaud de Craon, sire de Craon. Fixou-se na Aquitânia e estava noivo da filha do Lorde de Angoumois, mas desistiu do casamento e viajou para a Palestina após aprender sobre a fundação da Ordem do Templo de Jerusalém.

Ele logo mostrou o seu valor militar e sua piedade e, em 1136, após a morte de Hugo de Payens, foi escolhido como o novo Grão-Mestre. Onde provou ser um brilhante organizador e legislador, e transformou a Ordem na maior força nos estados cruzados.

Em 29 de março de 1139, o papa Inocêncio II emitiu a bula Omne Datum Optimum, que isentava a Ordem de dízimos e fez independente de qualquer jurisdição eclesiástica. Todos os templários traziam uma cruz vermelha sobre uma túnica branca, que se tornou a imagem popular de um cruzado.

Era pouco hábil como líder militar. Pouco depois de ser eleito, derrotou Zengi o emir de Alepo e autorizou os cavaleiros a saquear o acampamento inimigo; Zengi retornou e destruiu os saqueadores desorganizados. Autorizou templários espanhóis a liderar uma expedição naval com cerca de 70 navios contra Lisboa, mas também terminou em derrota. Em 1139 os templários resistiram um exército turco numericamente superior na Batalha de Tecua, ao sul de Jerusalém, mas, perdendo metade dos seus homens. Em 1143, após longas negociações entre Raimundo Berengário IV (o Conde de Barcelona e um templário) a missão da Ordem na Península Ibérica foi definida. Segundo Guilherme de Tiro, Roberto participou do Conselho do Acre, durante a Segunda Cruzada em 1148, mas de acordo com o obituário de Reims, morreu em janeiro de 1147 (1149 segundo outras fontes), e foi sucedido por Everaldo de Barres, em abril daquele ano.

 

Everaldo de Barres

Juventude

 

Nascido por volta de 1113 em Meaux (Champagne), Everaldo de Barres entrou para a Ordem do Templo ainda muito jovem.

Em 1143, ele já era o preceptor da França.

No Oriente, em 1147, terá convocado o Capítulo Geral da Ordem em França. Eles convenceram o chefe da casa em Paris e decidiram participar ativamente na recém anunciada segunda cruzada. A Ordem juntou-se ao exército de Luís VII, Rei da França.

 

No Oriente

 

Desde o início do avanço do exército franco através da Anatólia (Janeiro de 1148) os templários mostraram sua coragem e bravura salvando o rei Luís VII de uma emboscada turca nos desfiladeiros da Pisídia, próximo ao Monte Cadmo. Depois dessa vitoria, Luis VII entregou todo o seu exército para o controle de Everaldo de Barres que comandou oscruzados com mãos de ferro. Ele dividiu o exército real em vários grupos cada um liderado por um cavaleiro templário. Graças à disciplina rígida imposta pelos Templários, o exército francês atravessou os perigosos desfiladeiros com perdas mínimas de vida. Na primavera de 1148, Luís VII e o resto de seu exército chegou em Antioquia. Sem qualquer recurso financeiro, ele enviou aos templários um pedido de empréstimo de 2000 marcos para suprir suas necessidades. Everaldo de Barres imediatamente foi a Acrerecolher fundos. Este empréstimo foi o primeiro ato financeiro feito aos Templários, que mais tarde tornar-se-iam banqueiros de reis e grandes senhores. Em Jerusalém, Julho de 1148, Balduíno III reuniu os mestres do templo e os hospitalários, Luís VII e Conrado III para o propósito de sitiar a cidade de Damas. Em Agosto a expedição terminou em fracasso.

 

Mestre do Templo

 

Em Janeiro de 1149, Roberto de Craon morreu. Ele cedeu a função de mestre do templo a Everaldo de Barres. Este último se juntou a Louis VII, quando ele voltou para a França após a Páscoa de 1149. Em Maio de 1150, pela primeira vez, Everaldo de Barres dirigiu o Capítulo Geral da Ordem em Paris. André de Montbard, enquanto senescal da Ordem, ficou no Oriente. Ele enviou muitas cartas ao seu novo mestre requisitando sua presença na Terra Santa e pedindo-lhe para enviar reforços e dinheiro. Des Barres nunca respondeu tais cartas, porque decidiu abandonar sua função de mestre da Ordem.

 

Últimos anos

 

Em abril de 1151, Everard entrou para a ordem cisterciense, na Abadia de Claraval, como um monge comum. Ele permaneceu lá, perdido em contemplação e preces, até sua morte em 1174, cerca de 24 anos depois.

 

Bernardo de Tremelay

Entrada para a Ordem

 

Bernardo de Tremelay originario do condado da Burgúndia, filho de Humberto, senhor de Tremelay.

A decisão de Everaldo de Barres retirar-se para a Abadia de Claraval pegou de surpresa a Ordem. Depois de meses de negociações o Capítulo Geral decidiu eleger Bernardo de Tremelay como seu novo mestre. Na ocasião ele era preceptor do Templo-lès-Dole em Jura, uma importante preceptoria.

 

No Oriente

 

No momento em que chegou à Terra Santa, Bernardo de Tremelay foi recebido pelo rei Balduíno III que lhe deu o comando e posse da cidade fortificada de Gaza, que na época estava em ruínas. De Tremelay reconstruiu as muralhas da cidade e construiu novas torres e trincheiras para garantir a segurança da cidade. Ele também reforçou o sistema de defesa costeira, fortalecendo as cidades de Jafa, Arsus, La Roche Taillé e Le Daron. Estas cidades foram indispensáveis para a sobrivivência do Reino Latino do Oriente.

Balduíno III decidiu tirar vantagem de várias vitórias militares sobre o exercito de Nur ad-Din e das disputas internas entre alguns dignitários muçulmanos. Balduíno reuniu suas tropas e partiu para a cidade fortificada de Ascalão, sitiando-a.

 

Cerco de Ascalão

 

Em janeiro de 1153, os francos sitiaram a cidade de Ascalão mas fracassaram ao entrar. Na área ocupada pelos templários, uma torre de ataque foi posta próxima às muralhas da cidade, causando morte e terror aos defensores. Durante a noite de 15 de agosto os defensores da cidade tentaram atear fogo à torre por uma fogueira em sua base. Infelizmente para os defensores, o vento virou contra as muralhas da cidade. As muralhas foram então destruídas pelas bombas e constantes ataques. Uma grande parte da muralha caiu, rompendo suas defesas. Imediatamente, Bernardo de Tremelay e quarenta cavaleiros avançaram através desta abertura e entrou na cidade. Ao mesmo tempo que impediu outros ataques. Os guardas turcos, inicialmente com medo dos cristãos entrarem em sua cidade, reagruparam e mataram ou capitularam todos os templários, incluindo o grão-mestre, Bernardo de Tremelay. Na noite seguinte, os corpos dos quarenta cavaleiros decapitados foram pendurados de ponta-a-cabeça nas muralhas da cidade. Esta visão aterradora do massacre provocou a ira dos cristãos. A cidade caiu três dias depois.

O primeiro cerco viu a primeira morte de um mestre do templo em combate. Como consequência, uma discussão foi criada sobre os ações dos templários.

Segundo a maioria dos textos, parece que a segunda versão é mais lógica, mas talvez a história vai se lembrará da interpretação do grande cronista Guilherme de Tiro, um homem com um desagrado particular dos Templários.

 

André de Montbard

André de Montbard foi o quinto Grão Mestre dos Cavaleiros Templários e o último dos fundadores da Ordem.

Ele ocupou o cargo de senescal por mais de quinze anos antes de ser nomeado mestre da Ordem. Isso aconteceu após a morte de Bernardo de Tremelay na batalha de Ascalão. De Montbard aceitou a nomeação com a única intenção de impedir a eleição de Guilherme de Chanaleilles, que era o favorito de Luís VII, rei de França.

Guilherme de Chanaleilles era filho de Guilherme I de Chanaleilles um herói da Primeira Cruzada, juntamente com Raimundo IV de Toulouse. A eleição de Chanaleilles teria permitido o rei Luís VII a controlar a Ordem do Templo. Por sua vez, esse controle poderia ter sido usado para resolver o problema delicado da Aquitânia.

Quando o rei Luís VII casou-se com Leonor da Aquitânia os territórios do reino essencialmente dobraram tal era o patrimônio que veio com o casamento. Mas, em agosto de1152, em resposta a um pedido do rei Luís, o Papa anulou o casamento por razões de consanguinidade. Quando Leonor casou-se com Henrique II, a quem deu a mesma propriedade, o direito de metade da França foi um problema delicado. Levou a Guerra dos Cem Anos para acabar com a crise da propriedade.

Quando André de Montbard tornou-se Mestre, ele já era um velho cavaleiro. Ele estava cansado depois de passar cerca de 25 anos nas fileiras da Milícia do Templo de Jesus Cristo. Como mestre, ele não era particularmente atuante e em 1156, ele abandonou seu posto e se retirou para a Abadia de Claraval para onde antes tinha sido abade desde a sua fundação o seu sobrinho, por ser irmão da mãe de São Bernardo de Claraval, o grande responsável pela criação da regra dos templários, entretanto falecido, e repetindo o mesmo comportamento que um seu antecessor Everaldo de Barres que tinha feito o mesmo antes. No entanto passado pouco tempo terá voltado pois morreu, em Outubro de1156, em Jerusalém, e foi sucedido por Bertrando de Blanchefort.

 

Bertrando de Blanchefort

 

Bertrando de Blanchefort (ou Blanquefort -1109 - 2 de Janeiro de 1169) foi o sexto Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários de 1156 até sua morte em 1169. Ele é conhecido como o grande reformador da ordem.

Nascido por volta de 1109, Bertrando de Blanchefort era o filho caçula do Lorde Godofredo de Blanchefort da região de Guiena.

Algumas crônicas atestam De Blanchefort tornando-se Mestre da Ordem alguns dias depois da morte de André de Montbard, o que pressupõe que sua eleição foi preparada com antecedência pelo Capítulo Geral.

Em 1157, De Blanchefort lutou ao lado Balduíno III contra Nur al-Din na batalha perto de Banias.

Retornando desta campanha militar, Balduíno III dispensou todo o seu exército e foi calmamente para Jerusalém. Nur-al-Din, informado da dispersão do exército franco, organizou uma emboscada no Vale de Jacó, ao longo do Lago Hule.

A surpresa foi tão grande que a maioria dos cavaleiros francos foram mortos ou capturados. Apenas Balduíno III e poucos de cavaleiros conseguiram escapar. Entre os cavaleiros capturados, eram dois os dignitários da Ordem: Eudes de Saint-Amand, o marechal da Ordem, e o nosso Bertrando de Blanchefort. Estiveram prisioneiros de Nur-al-Din, em Damas por três anos, até que o imperador bizantino, Manuel I Comneno negociou um Tratado de Paz e comprou a liberdade dos cavaleiros aprisionados.

Uma vez libertado, Bertrand de Blanchefort deu início a uma pequena, mas profunda reforma. Ele escreveu o Retraits, que especificava os usos hierárquicos e ações do Mestre. Em outras palavras de Blanchefort diferenciava os templários baseados no estatuto e missão de cada dignitário e membro. Ele também especificou que o Grão-Mestre não podia mais decidir o futuro coletivo da Ordem sem o acordo do Capítulo Geral.

Assim como conseguiu do papa Alexandre III o direito dos grão-mestres da Ordem a usar o título de «mestre pela graça de Deus» e a de ostentar um bastão de comando, oAbacus.

Em 1163, Amalrico I sucedeu seu irmão Balduíno III como Rei de Jerusalém. Ele imediatamente decidiu concentrar todos os seus esforços de combate no Califado do Cairo, que já havia sido derrubado por uma guerra civil entre os sunitas e xiitas. Bertrand de Blanchefort, bem como o Grão-Mestre dos Hospitalários, acompanharam Amalrico I em sua campanha egípcia.

Em setembro de 1163, o exército franco chegou a Bilbais (antiga Pelouse), a cidade-chave do delta do Nilo, e a sitiou. A cidade estava prestes a cair quando Dirghâm, o chefe do exército egípcio, destruiu os diques do rio e inundou as planícies onde os francos estavam entrincheirados. Isso deixou os francos, sem opção a não ser recuar.

No ano seguinte, Amalrico retomou sua campanha contra os egípcios e voltou para sitiar Bilbais. Os exércitos das duas Ordens foram uma ajuda constante. Durante este tempo, Nur-al-Din empreendeu uma grande manobra diversionista contra o Condado de Trípoli e o Principado de Antioquia. Ele também tomou a cidade de Harim (ou Harenc emfrancês). Para conter o avanço de Nur-al-Din os francos enviaram um cavaleiro do Templo, Geoffroi Foucher, ao sultão do Cairo. A missão de Foucher era agir como um emissário de Amalrico I e fazer uma aliança contra os Aiúbidas de Nur-al-Din.

Em 1168, Amalrico decidiu retomar novamente a sua campanha contra os egípcios, mas desta vez Bertrand de Blanchefort se recusou a acompanhá-lo por causa do tratado negociado pelo emissário Templário no ano anterior. De acordo com o obituário de Reims, Bertrand de Blanchefort morreu de cansaço e velhice em 2 de janeiro de 1169.

Foi sucedido por Philippe de Milly.

Filipe de Milly

Filipe de Milly (em francês: Philippe de Milly; 1120 — 3 de abril de 1171), também conhecido como Filipe de Nablus, foi um barão no Reino de Jerusalém e o sétimo grão-Mestre dos Cavaleiros Templários.

 

Senhor de Nablus

 

Filipe era o filho de Guido de Milly, provavelmente da Normandia, que participou na Primeira Cruzada e sua esposa Estéfane de Flandres.

Guido e Estéfane tiveram três filhos, todos nascidos na Terra Santa e Filipe era o mais velho. Ele foi mencionado pela primeira vez como filho de Guido, em 1138, e deve ter se tornado Senhor de nablus por volta de 1144, quando seu nome aparece com esse título. Nessa época ele também se casou com sua esposa Isabela.

Reinado da rainha Melisende 

Como Senhor de Nablus, Filipe se tornou um dos barões mais influentes do Reino de Jerusalém. Em 1144, a rainha Melisende o enviou para ajudar no cerco de Edessa, mas chegou após a queda da cidade.

Em 1148, com a chegada da Segunda Cruzada, Filipe participou do conselho de Acre, onde ele e os outros barões nativos foram rejeitados e a decisão malfadada para o cerco de Damasco foi tomada.

Juntamente com a poderosa família Ibelin em que sua meia irmã Helvis tinha casado. Filipe foi um defensor de Melisende durante o conflito contra seu filho Balduíno III. Na divisão do reino em 1151, Melisende ganhou o controle da parte sul do reino, incluindo Nablus. Apesar deste acordo, Filipe era muito fiel a Balduíno, participando do cerco deAscalão em 1153 e na ajuda a Banias em 1157. Após a vitória em Banias, Filipe e seus soldados retornaram para casa e não estavam presentes na emboscada de Nur Al-Din a Balduíno.

 

Senhorio da Transjordânia

 

Em Julho de 1161, como Melisende já estava morrendo, trocou o domínio de Nablus com Balduíno a fim de tornar-se o senhor da Transjordânia. Balduíno recuperou o controle da metade sul do reino, enquanto sua mãe não estava em condições de se opor a ele, mas ele foi, provavelmente, também com o objetivo de fortalecer a Transjordânia com um barão poderoso e fiel.

Balduíno morreu em 1163 e foi sucedido por seu irmão, Amalrico I, que era amigo de Filipe e um defensor do companheiro de Melisende durante a luta anterior em 1151.

Filipe participou na invasão de Amalrico I ao Egito em 1167. A família Ibelin regitrou um evento durante o cerco de Bilbeis, na qual Filipe salvou a vida de Hugo de Ibelin, que quebrou a perna após seu cavalo cair em uma vala.

Os templários como um todo se recusaram a apoiar a invasão de Amalrico, e o rei os culpou pelo fracasso na expedição.

Após a morte de Bertrand de Blanchefort, em janeiro de 1169, Amalrico os pressionou a eleger Filipe em seu lugar em agosto do mesmo ano. Com a eleição de Filipe, Amalrico recuperou o apoio dos Templários para a invasão do Egito, embora até o final daquele ano Amalrico fora a retirar-se.

Por razões desconhecidas, ele renunciou ao cargo de grão-mestre em 1171, e foi sucedido por Odo de Saint Amand.

Filipe acompanhou Amalrico a Constantinopla como embaixador ao Império Bizantino, a fim de restabelecer as boas relações entre eles após o fracasso da invasão do Egito. Ele provavelmente morreu em 3 de abril, antes de chegar a Constantinopla.

 

Vida

 

Sua vida é um grande mistério. Guilherme de Tiro, descreve-o como um dos "homem corajoso, valente e treinado desde a infância na arte da guerra e que acompanhou Amalrico para o Egito. Algum tempo depois ele se tornou senhor da Transjordânia, fez uma peregrinação ao mosteiro de Santa Catarina no Monte Sinai.

Com sua mulher Isabela teve um filho, Rainério e antes dele duas filhas, Helena e Estéfane. Isabela morreu provavelmente em 1166, o que pode ter levado a decisão de Filipe para fazer votos como membro da Ordem dos Templários.

Suas terras foram herdadas por sua filha mais velha, Helena, esposa de Gualtério III do Brisebarre, Senhor de Beirute, e depois da morte de Gualtério, por Estéfanie e seus maridos.

Odo de Saint Amand

 

Odo de Saint Amand (em francês: Eudes de Saint-Amand) foi o oitavo Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários entre 1171 e 1179.

 

Vida Pessoal

 

St. Amand nasceu em uma família de Limusino, em França mas na Aquitânia quando se tinha aliado à Inglaterra sua rival. Ele foi Marechal de Jerusalém e depois Visconde. Ele era um líder obstinado da ordem, que lhe renderam elogios e ressentimentos em igual medida. Um exemplo disto pode ser encontrado em 1172 quando um cavaleiro templário, Gualtério de Maisnil, foi acusado de assassinar um dignitário islâmico pelo rei Amalrico I e St Amand se recusou a entregá-lo. Ele citou a bula papal que estipulava que o único poder sobre os templários era Roma.

 

Carreira Militar

 

Ainda no tempo do grão-mestre Bertrando de Blanchefort e com o posto de marechal ordem, quando lutavam ao lado Balduíno III de Jerusalém contra Nur al-Din, em 1157, foram ambos aprisionados depois de sofrerem uma emboscada no Vale de Jacó e só libertados passados três anos.

Já como grão-mestre, St. Amand participou de várias expedições durante o seu tempo.

Liderou uma ação militar em Nablus, Jericó e Gérasa, marcando vitórias consideráveis.

Talvez seu melhor momento foi na Batalha de Montgisard, onde os seus cavaleiros derrotaram o superior exército de Saladino.

Em março de 1179, em St Amand supervisionou a construção da fortaleza de Chastellet. Sua posição e inexpugnabilidade tornou um incômodo para Saladino e ele ofereceu uma quantia considerável de dinheiro para tê-la destruída. Foi tão eficaz que o ataque de Saladino a Jerusalém, em maio desse ano, foi derrotado. Suas forças destruíram as resistentes muralhas, e os combates ferozes dos Templários ali posicionadas causaram pesadas perdas para aos muçulmanos.

Tentando tirar proveito da vitória, um ataque contra as forças islâmicas foi organizada. Dando-se a Batalha de Marj Ayun, a 26 de Maio. Em número de oitenta cavaleiros foi liderada pelo rei Balduíno IV, Raimundo III de Trípoli, Rogério de Moulins e o nosso Odo de St Amand. No entanto, Saladino se reagrupou e dizimou as forças cristãs. Balduíno IV escapou do massacre, levando com ele a Verdadeira Cruz, mas St. Amand foi capturado e levado como refém.

Pouco depois, em agosto de 1179, a nova fortaleza dos Templários foi capturada e os cavaleiros ali posicionados foram decapitados pelas forças muçulmanas.

St Amand morreu em um dos presídios de Saladino, embora ainda sem a data exata, em algum momento durante o mesmo ano de 1179 . Sua libertação foi proposta, em troca de um sobrinho de Saladino em cativeiro, mas as negociações chegaram muito tarde.

Em consequência disso o papa Alexandre III mandou editar a bula "Ad vestram non dubitamus", dirigida aos arcebispos e bispos para receberem condignamente os peregrinos que regressavam, atendendo que a Santa Sé tinha obrigação de confortar os que padeciam em defesa da fé, e recomendava para que honrassem ainda mais do que era costume fazê-lo os cavaleiros templários .

 

Arnaldo de Torroja

Arnaldo de Torroja (em catalão: Arnau de Torroja) (1110 — 1184) foi um cavaleiro catalão e o nono Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários.

 

Vida Pessoal

 

Embora não se saiba sua data de nascimento, ele estava muito velho em sua morte, por volta de 70 anos, quando ele foi eleito Grão-Mestre. Ele havia servido na ordem por muitos anos e foi o Mestre dos Templários em ambos os Coroa de Aragão e Provença.

 

Registro Militar

Reconquista

 

A carreira militar de Torroja tinha sido focada principalmente na Reconquista, lutando contra os muçulmanos para a Coroa de Aragão e de Portugal, mas foi principalmente ativo em Aragão. Sua nomeação como Grão-Mestre foi provavelmente devido a sua imagem como um estrangeiro ou seja, um templário experiente de quem a base do poder estava fora da Terra Santa. Ele recorreu à ordem como o anterior Grão-Mestre Odo de St Amand tinha se envolvido na política de Jerusalém, mas ele quis dizer que Torroja era inexperiente na situação da "política dos Estados Cruzados". Ele se tornou o novo líder da Ordem em 1181.

 

Conflito com os Hospitalários

 

Durante o reinado do Grão-Mestre dos Cavaleiros Hospitalários atingiu um novo pico de sua influência. Havia rivalidade entre as ordens anteriormente, mas o partidarismo em face da pressão dos muçulmanos renovados era inaceitável. Os dois Grãos-Mestres reuniram-se para a mediação com o Papa Lúcio III e o Rei Balduíno IV e os problemas foram resolvidos. Na verdade Torroja é registrado como um diplomata hábil a si próprio como um mediador entre diversos grupos políticos no Leste. Ele também realizou com êxito as negociações de paz com Saladino após incursões por Reinaldo de Châtillon, na Transjordânia.

 

Embaixada da Europa

 

Em 1184, Torroja estabelecido como o Patriarca Heráclio e Grão-Mestre Roger de Moulins dos Cavaleiros Hospitalários conseguiu o apoio europeu para o Reino de Jerusalém. Eles planejavam visitar a Itália, Inglaterra e França, mas ele adoeceu e morreu em Verona em 30 setembro de 1184. Foi sucedido como Grão-Mestre por Gérard de Ridefort.

 

Gerado de Ridefort

Geraldo de Ridefort (1141 - Outubro 1189) foi o décimo Grão-mestre da Ordem dos Templários desde finais de 1184 ou princípios de 1185 até à sua morte em batalha, no cerco de Acre, em 1189.

Nascido em 1141 na região de Flandres, Geraldo de Ridefort chegou na Terra Santa como um aventureiro tentando a sorte. Sua primeira ação foi formar uma amizade com Raimundo III, conde de Trípoli. Mas logo se irritou quando o conde, não quis organizar seu casamento com uma rica herdeira de um feudo do condado. Geraldo de Ridefort então voltou-se para o Reino de Jerusalém, onde se tornou íntimo de Guy de Lusignan, que, naquela época, estava em uma boa posição para suceder Balduíno IV, o jovem rei doente.

De Ridefort conseguiu entrar para a Ordem do Templo, onde foi eleito senescal em 1183. No final de 1184, foi eleito Grão-Mestre da Ordem para surpresa dos Barões da Terra Santa. Em 1185, após a morte de Balduíno IV, de Ridefort decididamente ficou ao lado de Guy de Lusignan contra Raimundo III para a sucessão ao trono. Geraldo de Ridefort e Guy de Lusignan manipularam tão bem que este último foi coroado em julho de 1186.

A situação política no Oriente estava muito confusa neste momento. Saladino queria invadir territórios do Reino de Jerusalém, porque o novo rei recusou-se a castigar Reinaldo de Châtillon pelos ataques que ele cometeu em territórios muçulmanos.

Mas para entrar no Reino, Saladino teria que passar por terras pertencentes a Raimundo III, com quem ele estava em paz. Isso fez com que a situação de Raimundo III fosse bastante desconfortável. De um lado ele tinha que respeitar as negociações concluídas com Saladino e do outro lado ela tinha que deixar que os muçulmanos atravessarem o seu domínio, mesmo sabendo que eles queriam abater os cristãos.

Raimundo III firmou um acordo com os mensageiros de Saladino. Ele aceitou que apenas as sentinelas do exército de Saladino poderiam entrar Galileia e só por um dia. Estavam autorizados a primeiramente estarem nas cidades de Nazaré e Tiberíades mas sem causar qualquer dano. Para evitar conflitos Raimundo informou às guarnições e os habitantes destas cidades que se abrigassem atrás das muralhas durante a passagem dos muçulmanos.

O compromisso com Raimundo III teria sido bem sucedido se não fosse pelo o orgulho de Geraldo de Ridefort. Em 01° de maio, de Ridefort alertou a guarnição templária deQaqûn (entre São João de Acre e Chateau Pelerin) sobre a força que se aproximava. O alerta levou noventa cavaleiros templários ir a Nazaré e reuniu os defensores da cidade. Eles imediatamente avançaram em direção aos muçulmanos, encontrou-os perto da fonte de Séforis (Saffûrya).

O orgulho de De Ridefort resultou no massacre de todos os cavaleiros francos. Apesar das tentativas de Rogério de Moulins, Mestre dos Hospitalários e Tiago de Mailly, Marechal do Templo, o que Geraldo de Ridefort, o mestre queria liderar seus 150 cavaleiros contra os 7000 guerreiros Aiúbidas. A batalha que se seguiu só viu três cavaleiros escapar. Geraldo de Ridefort era um deles. O Mestre do Hospitalários, o Marechal do Templo e outros cavaleiros templários que não foram mortos no campo de batalha foram capturados e decapitados imediatamente. No início de julho, Geraldo de Ridefort estava mais uma vez perante os exércitos reunidos por Guy de Lusignan e reconciliados com Raimundo III.

O orgulho e a loucura de De Ridefort foram elementos que provocaram o desastre na Batalha de Hattin. Nesta batalha, 30.000 cruzados foram mortos ou capturados, e somente poucos conseguiram escapar. Saladino capturou e executou 230 Cavaleiros Templários. Geraldo de Ridefort também foi capturado, mas por uma razão desconhecida, por ordem de Saladino foi libertado.

Depois desta grande vitória, Saladino continuou seu avanço através do Reino de Jerusalém e tomou várias cidades. Estas incluíam Gaza e Ascalão, que eram defendidas pelos Templários que se renderam sem lutar.

Na véspera da Terceira Cruzada apenas algumas cidades e fortalezas eram defendidas no resto dos quatro Estados Latinos. Em 1189, os francos, com ânimo renovado com a presença de Conrado de Montferrat e, graças à chegada das numerosas tropas da Terceira Cruzada, realizou o cerco de Acre. A cidade havia sido apreendida pelos muçulmanos após a sua vitória em Hattin. Durante o cerco, Saladino chegou ao Acre com um exército de reforço e cercaram o exército franco que cercavam a cidade. A batalha foi violenta, e os francos, galvanizados pela presença dos Templários, conseguiram quebrar as linhas de Saladino e fazer seu caminho para a sua tenda. Saladino apenas conseguiu escapar, protegido pelo sacrifício de seus mamelucos. A luta, porém, permaneceu indecisa. Os templários, liderados por seu Mestre Geraldo de Ridefort, conseguiram conter e combater os muçulmanos. No entanto, em 1° de outubro de 1189, Geraldo de Ridefort morreu no sopé do Monte Toron, na planície perto das muralhas do Acre.

 

Roberto de Sablé

Roberto de Sablé (em latim: Robertus de Sabloloi; 1162-1193) foi Grão-Mestre da Ordem dos Templários entre 1191 e 1193, foi um importante Cavaleiro Templário, no entanto sua ambição pela guerra acabou levando ao seu desmoronamento. Na Terceira Cruzada, onde este foi requisitado para servir como Tenente do Rei Ricardo Coração de Leão, o Rei da Inglaterra e Comandante Supremo dos Cruzados da Terceira Cruzada, a quem estava em perigo sobre custódia dos assassinos de Masyaf, uma organização de Assassinos que tinham como objetivo acabar com ambos os lados (Saladino e Ricardo). Em fatos históricos, Ricardo Coração de Leão teria mandado Roberto de Sablé para matar Saladino, que era o Sultão do Egito e da Síria, e que estava planejando derrotar definitivamente os cruzados e expulsá-los da Terra Santa, contudo o plano foi um fracasso e Sablé conseguiu escapar, pois matou um viajante que era a testemunha da tentativa de assassinato, no caminho para Jerusalém, onde ficava a sede dos Cavaleiros Templários (Templo de Salomão).

Hugo de Payens, o mestre dos cavaleiros templários e, provavelmente, o guerreiro mais forte nascido na Palestina, tentou impedir Roberto de Sablé, porém foi em vão a luta entre os dois, que, como diz a lenda, durou dois dias e uma noite, com Roberto conseguindo fugir. Roberto de Sablé passou então a se importar apenas em seus próprios interesses: Matar Ricardo Coração de Leão e ganhar um prêmio pela sua cabeça de Saladino. Entretanto seu plano falhou, pois alguns assassinos de Masyaf contaram o plano à Ricardo. O Coração de Leão preferiu não acreditar em nenhuma das duas versões da história e queria que o melhor assassino de Masyaf lutasse contra Robert, para decidir quem falava a verdade. Roberto subestimou o habilidoso assassino e, rápida e indolorosamente, morreu com um corte na garganta. Sua estátua de cavaleiro templário no Templo de Salomão foi retirada perante a sua traição incondicionável.

 

Gilberto Horal

Gilberto Horal (em aragonês: Gilbert Horal) (* 1152 - † Dezembro de 1200) foi o décimo segundo Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários.

Gilberto Horal era provavelmente de origem Aragonesa. Ele era um membro da Ordem do Templo desde seus primeiros dias. Ele permaneceu na Provença e Aragão, onde ele participou de várias batalhas da "Reconquista". Depois de alguns anos, tornou-se governante da Província de Aragão, em seguida, em 1190, ele foi nomeado Visitador da França. Em 1193, após a morte de Robert de Sable, foi nomeado Grão-Mestre da Ordem.

Em 1194, o Papa Celestino III confirmou a bula papal "Datum Optimum Omne" e assim estendida todos os privilégios anteriormente permitidos à Ordem. Prudente e racional, ele tentou manter uma política de equilíbrio entre cristãos e muçulmanos. Ele comprometeu-se fortemente para que o Tratado entre Saladino e Ricardo Coração de Leão fosse respeitado pelos cristãos.

Papa Inocêncio III e vários lordes francos denunciaram a atitude de Horal, acusando a Ordem de traição e de conspiração com o inimigo. Gilberto Horal teve que usar de toda sua arte diplomática para acalmar suas mentes.

Durante o tempo em que Horal foi Mestre, disputas entre Templários e Hospitalários assumiram proporções gigantescas e desastrosas. As duas Ordens engajadas em lutas armadas sobre a posse das cidades e castelos. Na briga, o Papa Inocêncio III mediava em favor dos segundos. Dava a impressão que ele não poderia perdoar os Templários pelos tratados que assinaram com Malek-Adel, irmão do falecido Saladino.

Na cenário europeu, Gilberto Horal teve tempo para organizar e fortalecer as posses dos Templários na França e na Apúlia.

Na Espanha, os Templários participaram ativamente da 'Reconquista'.

Em 1196 Afonso II, rei de Aragão, deu-lhes a fortaleza de Alfambra para recompensa a Ordem por seus esforços em batalha.

Durante o reinado de Horal como Mestre da Ordem monástica dos Hospitalares da Santa Virgem dos alemães tornou-se uma ordem militar como Templários e Hospitalários. Essa nova ordem logo seria chamada a Ordem Teutônica. Gilberto Horal morreu em dezembro de 1200, no início da Quarta Cruzada.

Ordem do Templo Brasil - GPTB - Cavaleiros Templários Brasil - Felipe de Plessis
 

Felipe de Plessis

Felipe de Plessis (em francês: Phillipe du Plessis) (1165 - 1209). Nascido por volta de 1165 no castelo de Plessis-Macé perto Angers, Felipe de Plessis foi criado pela antiga família angevina. Em 1189, ele participou na Terceira Cruzada como um cavaleiro secular.

Chegando a Terra Santa, ele descobriu a Ordem do Templo. Ele ficou impressionado com a disciplina e a bravura da Ordem mostradas nas batalhas e então decidiu assumir o seu manto branco. Ele foi eleito Mestre da Ordem, na primavera de 1201, alguns meses após a morte de Gilberto Horal. Após a eleição, de Plessis adotando os mesmos princípios orientadores do seu antecessor, em que ele confirmou a trégua entre Saladino e Ricardo Coração de Leão. E mais, no final deste tratado em 1208, de Plessis propôs para os Mestres dos Hospitalários e Teutônicos que eles fizessem um novo tratado de paz com Malek-Adel, o novo líder muçulmano.

Os embaixadores pontifícios criticaram duramente este novo acordo, e uma crise política seguiu-se entre os Templários e Papa Inocêncio III. O Papa chegou a ameaçar os Templários com a apostasia se recusassem a obedecer ao núncio apostólico.

Durante o período de Felipe como Mestre, os Templários raramente participaram de ações militares. A Quarta Cruzada ficou fora de seu controle, como foi o fim do cerco deConstantinopla. Isso pode muito bem ter adequado de Plessis como ele geralmente tentou manter um bom relacionamento e pacífica com os muçulmanos. Apesar de seus melhores esforços, no entanto, uma grave crise eclodiu entre a Ordem do Templo e o Rei da Armênia em relação a fortaleza de Gastein.

O rei da Armênia aproveitou o conflito para expulsar os Templários de seu reino e tomar suas propriedades. O Papa teve de intervir e julgar em favor dos Templários. A Ordem recuperou seus domínios indevidamente apreendidos. A relação entre os Templários e os Hospitalários era ainda menos do que amigável. Seu relacionamento era outra disputa na qual o Papa teve que intervir constantemente a fim de resolver problemas. Nesses conflitos inter-Ordem, o Papa deu a sentença em favor dos Hospitalários. Isso levou os Templários a aumentar a desconfiança com o papado.

Para a honra de Felipe, durante seu mandato como mestre, a Ordem alcançou o auge de seu desenvolvimento na Europa. Doações e recrutas chegavam de cada província Templária. O nome de Felipe apareceu pela última vez em um ato assinado em 1209. O obituário de Reims menciona sua morte, em 12 de novembro de 1209.

 

Guilherme de Chartres

Guilherme de Chartres (em francês: Guillaume de Chartres) (* 11?? - † 1218) foi um Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários entre 1210 e 1218.

Proveniente de Champanhe, Guilherme de Chartres entrou na Ordem, quando ele era muito jovem. Foi admitido pelos irmãos da Preceptoria de Sours, localizado perto deChartres. A rota de De Chartres na Ordem antes da sua eleição como Mestre é um pouco desconhecido. O que se sabe é que ele foi eleito Mestre no início de 1210, algum tempo após a morte de Phillipe de Plessis no final de 1209. Ele talvez foi também preceptor do castelo de Saped antes de 1188, quando os exércitos de Saladino o tomaram. O primeiro ato oficial de De Chartres veio em seu primeiro ano como Mestre quando ele foi chamado para ajudar na coroação de Jean de Brienne como o novo rei de Jerusalém. Este foi, naturalmente, apenas o título honorífico para De Brienne como Saladino havia controlado a cidade desde 1187.

Em 1211, o conflito com o rei da Armênia acabou e os Templários retornaram às suas fortalezas. No início de seu mandato como Mestre, de Chartres construiu a fortaleza deChâteau-Pèlerin (Athlit), na estrada entre Cesareia e Haifa. De acordo com Crônicas, esta fortaleza causou mais danos aos muçulmanos que todo o exército em combate. Bem como a construção de fortalezas, Guilherme de Chartres também fez-se ocupado com os problemas da Reconquista na Península Ibérica. Ele enviou uma série de reforços e equipamentos para a área. Em 1212, os Templários participaram vitoriosamente na Batalha de Navas de Tolosa. Esta batalha marcou um passo importante na "Reconquista". Em 1217, os Templários participaram na batalha e o cerco de Alcazar de Segóvia. Durante esse tempo, a influência dos Templários no reino de Espanha atingiu o seu auge. Reis e grandes senhores ofereceram vários domínios e fortalezas para a Ordem, como a cidade de Tortosa (sul da Catalunha) e o castelo de Azuda (Sudda).

Outros eventos de 1217 incluíram a saída dos exércitos da Quinta Cruzada à Terra Santa. Além disso Jean de Brienne (rei de Jerusalém), Andre II (Rei da Hungria), e Pelage (o legado pontifício) decidiram invadir o Egito pelo mar, começando em Damieta. Contra o seu julgamento, Guilherme de Chartres era obrigado a seguir essa conquista. O cerco à cidade de Damieta durou 18 meses. Durante este tempo todos os ataque falharam. Para piorar a situação, entraram em conflito em relação ao comando do exército, isso permitiu aos muçulmanos enviarem um exército para reforçar Damieta. Guilherme de Chartres chefiou o exército dos Templários à medida que foi se deparava com estes reforços, na tentativa de salvar as tropas cristãs de um grande desastre. Guilherme de Chartres morreu perante Damieta em agosto de 1218, não nas mãos dos muçulmanos, mas por causa da praga que se espalhou por todo o exército franco.

 

Pierre de Montaigut

Mestre da província de Aragão desde 1211, Pierre de Montaigu participou ao lado de Guilherme de Chartres no cerco de Damieta. Com a morte Guilherme, em agosto de 1218, Pierre de Montaigu foi imediatamente eleito Grão-Mestre pelos templários reunidos para um Capítulo Geral. O cerco de Damieta continuou, mas uma discórdia parece ocorrer dentro das fileiras muçulmanas. Os Francos aproveitaram isso para atravessar o rio Nilo e fazer um ataque surpresa nas planícies férteis do delta do Nilo. Lá, as forças francas encontraram-se cara a cara com as tropas muçulmanas do sultão do Cairo e o sultão de Damas, que pôs suas rixas de lado para se unir contra a ameaça cristã.

Pierre de Montaigu, com Guerin de Montaigu, Mestre dos Hospitalários (e talvez seu irmão), e Herman von Salza, Mestre da Ordem Teutônica, estabelecidos para atender o exército muçulmano. O muro de ferro criado pelos cavaleiros das três Ordens contiveram os ataques muçulmanos sem problema. Na verdade o ataque só resultou em soldados Mulsim feridos contra as lanças francas e escudos. (Cronista Mathieu Paris descreveu a força Franca como "um muro de bronze, que abrangeu todos os soldados cristãos”).

Um tempo depois desta batalha, Hakim o sultão de Damas propôs uma trégua aos cristãos. Ele negociou um acordo com o Mestre do Templo. O negócio incluiu um fim ao cerco de Damas, em troca de: a retrocessão do Reino e da cidade de Jerusalém, o retorno da verdadeira cruz capturado durante a Batalha de Hattin e a libertação de mil prisioneiros Francos. A maioria dos Lordes Francos concordaram com esta proposição, mas Pierre de Montaigu, em obediência à pressão exercida pela Legado Pelage, recusou a oferta generosa. Assim, o cerco da cidade continuou os Francos capturados em 05 de novembro de 1219. A ocupação durou apenas dois anos, contudo.

Em 1221, a cidade foi reconquistada pelos muçulmanos e uma trégua de oito anos foi assinada entre muçulmanos e cristãos. Esta trégua permitiu aos Templários enviar uma grande quantidade de reforços a partir da Terra Santa para a Espanha, a fim de participar da Reconquista. Em várias ocasiões, Pierre de Montaigu também teve de desempenhar o papel de mediador entre Jean de Brienne, Legado Pelage e Hospitalários. No curso dessas ocasiões, ele mostrou um grande senso diplomático e conseguiu conciliar as diferentes partes.

Em 1227, o Mestre do Templo e o Mestre do Hospitalários criticaram duramente a atitude do imperador germânico Frederico II. O Imperador preferiu ficar na Itália, em vez de visitar a Terra Santa, como havia prometido ao Papa Honório III e seu sucessor Gregório IX. Frederico II foi excomungado e, como vingança, ele atacou os Templários e domínios capelões dentro de seu território europeu. Várias preceptorias foram saqueadas e alguns Templários e Hospitalários foram mortos.

Ambos Mestres também foram abertamente contra Frederico II, quando só ele negociou a retrocessão da cidade e do reino de Jerusalém com os muçulmanos. O tratado foi assinado em Jaffa, no início de 1229, por Frederico II e o sultão do Egito al-Kamil. A cidade foi devolvida à Frederico II, exceto a Mesquita de Omar e a Mesquita de al-Aqsa, locais sagrados do Islam. Pierre de Montaigu acusou Frederico II de querer estabelecer seu poder temporal por tomar para si toda a riqueza da Palestina. Essa acusação não fez nada para acalmar a relação tensa entre os dois antagonistas.

Após a assinatura do tratado Frederico entrou em Jerusalém para ser sagrado rei na Igreja do Santo Sepulcro, apesar de estar excomungado pelo papa Gregório IX no momento. Jean de Brienne foi obrigado a abdicar em favor de Frederico porque tinha casado com sua filha Iolanda, em 1225, quatro anos antes. Quando Frederico II chegou a Jerusalém, uma revolta estourou e ele teve que deixar a cidade às pressas. O imperador germânico acusou o Mestre do Templo de instigar a revolta. Frederico II fugiu às pressas de volta à Europa, pois os seus bens na Itália estavam sendo ameaçados por um exército criado pelo Papa e levar pelo rei destronado, Jean de Brienne.

Após esses episódios, Pierre de Montaigu organizou diversos ataques contra os exércitos muçulmanos, que circundava as poucas cidades remanescentes dos Estados Latinos. De acordo com o obituário de Reims, de Montaigu morreu em janeiro de 1232.

 

Armando de Périgord

Armando de Périgord (em francês: Armand de Périgord/Hermann de Pierre-Grosse; 1178 - 1247), veio da família do Conde de Perigord. Nascido em 1178, ele entra muito cedo na Ordem dos Templários e toma a função de Mestre da província da Apúlia e Sicília 1205-1232, quando ele é eleito Grão-Mestre.

A partir de 1232, ele liderou seus cavaleiros em ofensivas contra importantes cidades de Caná, Safed e Séforis e contra as posições muçulmanos em torno do Mar de Tiberíades. Mas todas essas expedições só resultaram numa importante diminuição no número de Templários em todos os Estados Latinos.

Em 1236, a fronteira Sírio-Ciliciana é o palco de um desastre militar dos Templários. 120 cavaleiros com várias centenas de arqueiros e Turcopoles tentaram tomar a cidade deDarbsâk (Terbezek). No início, os templários conseguiram entrar na cidade baixa. Mas, rapidamente, os soldados Aiúbidas retiraram-se junto com os reforços para a fortaleza da cidade que ofereceu grande resistência aos Templários. Ao mesmo tempo, a cavalaria de Alepo chegou pela retaguarda mataram os Templários. Dos 120 cavaleiros, menos de 20 conseguiram escapar e voltar para a fortaleza dos Templários de Baghrâs, 15 km distante. Essa batalha também é uma das poucas onde a Beauceant caiu nas mãos dosmuçulmanos, depois de seu portador, o corajoso cavaleiro Guilherme de Argenton, ser cortada ao tentar salvá-la.

Além dos conflitos, o início da Grand-Mestrado de Armando de Périgord é mantido ocupado com discussões sobre o interesse e diplomacia que preocupavam as três Ordens. Templários desejavam estabelecer uma aliança com o sultão de Damas, enquanto Hospitalários e Teutônicos preferia se aproximar do sultão do Cairo. Em setembro de 1239, o que a história chamada "Cruzada dos franceses" desembarcou no Acre. Mal liderada pelo conde de Champagne Teobaldo IV e alguns outros cavaleiros extremamente conhecidos, Cruzados não aceitariam também nenhum conselho a partir de qualquer Mestre das Ordens, nem dos lordes dos Estado Latinos. Em setembro, esta cruzada foi aniquilada pelas forças muçulmanas. Templários, Hospitalários e Teutônicos, que se recusaram a juntar-se na maluquice desses cruzados franceses, só recuperaram poucos sobreviventes e abrigá-los em Acre. Armando de Périgord conseguiu obter uma trégua com o sultão de Damas e os Hospitaleiros fizeram o mesmo com o sultão do Egipto. Em1244, o sultão de Damas pediu ajuda dos Templários para combater os corásmios, uma tribo originária da Ásia Menor empurrada para a Síria pela invasão mongol. Em outubro de 1244, Templários, Hospitalários e Teutônicos, reconciliados finalmente, e o sultão de Damas bravos perto da cidade de La Forbie e os exércitos aliados do sultão do Cairo e de Corásmios. Em 18 de outubro, a coalizão franco-muçulmana é derrotada. Mais de 30.000 morte dos dois lados no campo de batalha. Armand de Périgord é um dos poucos cavaleiros capturados. Apenas cerca de trinta Templários e Hospitalários terá sucesso se juntar Ascalão, ainda em mãos cristãs.

Alguns historiadores mencionam que Armando de Périgord foi morto durante essa batalha perto de La Forbie, o mesmo que o Mestre dos Hospitalários. Alguns outros, por outro lado, falam que ele foi capturado e que morreu no cativeiro em 1247. Contudo, Guillaume de Sonnac aparece apenas como Mestre do Templo em 1247.

 

Ricardo de Bures

Ricardo de Bures foi o décimo sétimo Grão-Mestre da Ordem dos Templários, de 1245 até 1247, de acordo com várias fontes que o mencionam

 

Guilherme de Sonnac

Guilherme de Sonnac (em francês: Guillaume de Sonnac), nasceu numa grande família do Rouergue. Quando foi eleito Grão-mestre daOrdem dos Templários em 1247[3] , já ocupava elevados cargos na Ordem, tanto na Aquitânia como em Poitou. Chega à Terra Santa no Outono de 1247.

Homem sábio e prudente, excelente em politica e na arte da guerra, Guilherme reorganiza a hierarquia do Templo e faz codificar os arquivos antes de os colocar em lugar seguro.

O magistério de Sonnac foi particularmente violento. Em 1247, os cristãos tinham perdido as bases do poder em Tiberíades, Monte Tabor, Belvoir eAscalão. Isto provocou uma nova campanha do rei Luís IX de França, que desembarcou em Limassol, Chipre em 17 de setembro 1248. De Sonnac partiu de Acre (Israel) para se encontrar com ele e fazer os preparativos. Pouco depois, o novo Grão-Mestre recebeu um Emir do Sultão, oferecendo aos cruzados um acordo de paz. De Sonnac relata isto ao rei francês, que ordenou a cessar qualquer negociação, sem obter a permissão real em primeiro lugar. Isto assegurou que nova campanha seria dominada pela violência e não com a diplomacia.

Em 1249, acompanha Luis IX na Sétima Cruzada. A 5 de Junho de 1249, o exército cruzado francês, combinado com os Templários comandados por Guilherme de Sonnac, tentam desembarcar no Egipto. O seu objectivo é o mesmo da Quinta Cruzada: Damieta. A luta nas praias egípcias foi dura e o rei combateu com água pela cintura ao lado dos seus homens. Depois de uma longa batalha, os muçulmanos são forçados a retirar, deixando a cidade práticamente sem defesa. No dia seguinte Sonnac escreve a Robert de Sandfort, contando como na manhã a seguir à batalha, Damieta fora tomada sem uma única baixa entre os cruzados. No fim de Novembro Sonnac e o Rei Luis começam a sua marcha para o Cairo, via Almançora.

A 8 de fevereiro de 1250, Guilherme de Sonnac e os seus irmãos do Templo asseguram a retaguarda do exército franco, na batalha de Almançora. A inconsciência do Conde de Artois (Roberto I de Artois), irmão de Louis IX, vai provocar a destruição de uma grande parte do exército cristão. Mais de 280 cavaleiros perdem a vida nesta batalha. Somente cinco cavaleiros, entre eles Guilherme de Sonnac, gravemente ferido na cabeça, retornam ao corpo principal do exército.

Guilherme de Sonnac morre a 11 de fevereiro de 1250.

 

Reinaldo de Vichy

Reinaldo de Vichy (em francês: Renaud de Vichiers (*1198 - †1252) nascido no domínio familiar de Vichy, Champagne. Foi sucessivamente preceptor de São João de Acre, Mestre da França e finalmente Marechal quando eleito mestre da ordem em 1250. Sua nomeação teve lugar no meio de reforços Templários que chegaram pouco antes da batalha de Bahr Al-Saghir. Alguns dias depois desta batalha, Luís IX foi capturado pelosmamelucos. O prisioneiro deveria ser libertado mediante o pagamento de um resgate de 200000 libras. Lorde de Joinville, cronista do Rei, fez todo o possível para reunir a quantia, mas só conseguiu 30000. Joinville convidou o Mestre do Templo a conceder-lhe um empréstimo para completar o dinheiro do resgate. Reinaldo de Vichy, para espanto dos chefes francos, se recusou a emprestar o dinheiro, dando como pretexto que o dinheiro presente no Templo Galley de Damiette não pertencia ao Templo, mas a um terceiro. No entanto, Renaud de Vichy notificou Joinville que ele não iria tentar nada se ele queria pegar o dinheiro pela força. Joinville cumpriu imediatamente. Ele entrou no Templo Galley, tomou as 30.000 libras e deu o resgate completo para os mamelucos. Alguns historiadores mencionam que o Capítulo Geral da Ordem julgou a atitude de Reinaldo de Vichy como escandalosa. Eles sugerem que o Capítulo Geral solicitou e obteve a renúncia de de Vichy em 1252. Se isso era verdade ou não, em 1252 Renaldo de Vichy se afastou para um mosteiro onde permaneceu até sua morte em 1257. Outra versão da história menciona que, apesar de sua atitude, de Vichy acompanhado o rei Luís IX em São João de Acre, onde desembarcou pouco tempo depois de sua libertação dos mamelucos. De Vichy aparentemente, então, levou várias incursões para conter as hordas muçulmanas que estavam ocupados destruindo os últimos pertences francos. Nesta versão da história de Vichy levou esses ataques a sua morte em 1257.

 

Thomas Bérard

Thomas Bérard (também Béraud ou Bérault) foi o 20º Grão-Mestre da Ordem dos Templários , 1256-1273.

Ele escreveu várias cartas ao rei Henry III de Inglaterra descrevendo miserável situação na Terra Santa. Ele iniciou a cooperação com outras duas ordens militares uma vez que houve muita rivalidade entre eles antes. Este foi acordado por seus Grão-Mestres: Hugo de Revel dos Hospitaliers eAnno von Sangershausen dos Cavaleiros Teutônicos .

Em 1266 a grande fortaleza templária de Safed foi cercado pelos egípcios Mameluks sob Baibars , o novo sultão do Cairo, depois de uma tentativa fracassada de conquistar o Castelo de Pilgrim. Parece que a guarnição da fortaleza foi traído por um soldado sírio contratado. Todos os Templários (e Hospitalários) foram decapitados depois que se recusaram a se converter ao Islã. Outras fortalezas caiu próxima, entre eles Beaufort, só recentemente adquirida pelos Templários. Além disso, a cidade de Antioch caiu para Baibars e nunca foi novamente detido por forças cristãs. A queda de Antioquia deixou fortalezas templárias nas Montanhas Amanus facilmente acessíveis para os atacantes. Gaston, um imensamente forte fortificação na estrada para a Síria, foi defendido apenas por uma pequena guarnição Templários. No entanto, eles decidiram realizar a fortaleza, mas foram traídos por um dos irmãos. Enquanto isso, o Grão-Mestre Thomas Bérard enviou um mensageiro carregando uma ordem para retirar-se para La Roche Guillaume . Em fevereiro de 1271, ele ordenou a rendição de Chastel Blanc com permissão para retirar-se para Tortosa. Em junho, Montfort, a última fortificação interior dos cristãos na Terra Santa, foi cedido.

Bérard mensagens enviadas ao papa pedindo ajuda, e o papa respondeu chamando para uma Oitava Cruzada , que nunca chegou. Após a perda do Crac des Chevaliers pelos Hospitalários em 1271 foi acordado uma trégua de dez anos entre os cristãos e os muçulmanos.

 

Guilherme de Beaujeu

Guilherme de Beaujeu (às vezes citado como Guillaume Beaulieu foi 21º Grão-mestre da Ordem do Templo, sempre apresentado como sendo de Borgonha e relacionado a Carlos I de Anjou . Foi o primeiro senhor de Sevans antes de se juntar os Cavaleiros Templários.

A maioria dos historiadores concorda em pensar que sua mãe Catherine era filha de William VIII, Dauphin de Auvergne mas seu pai é muitas vezes descrito erroneamente senhor de Beaujeu . Se este for o caso, então é de Guichard de Beaujeu, Montpensier senhor de 1216 para 1256 .

Seria, portanto, irmão com Humbert de Beaujeu , condestável da França e Heric de Beaujeu , Marechal de França. De qualquer forma, a sua adesão à Casa de Beaujeu não é posta em causa como mostra o escudo que ele estava vestindo.

 

Senhor Sevans 

 

O nome do local de não mais em uso e informações sobre esse senhorio estar ausente Sevans, é difícil determinar o que é senhorio. Além disso, ele é por vezes referido como Setes.

Poderia ser Sept-Vents mas a distância geográfica parece grande demais e a história da família da Casa de Beaujeu não está fora de alianças com o Ducado da Normandia na época .

Ou poderia ser Sappy como pensava a Academia das Ciências Besançon porque os senhores de Beaujeu foi talvez também os Senhores de Ray , ao mesmo tempo e tinha ligações com a Borgonha County graças casamento com Alix de Sabóia, filha deAmadeus III de Sabóia e bisneta de William I da Borgonha , conde de Borgonha com Humbert III de Beaujeu , Senhor do Beaujeu.

 

Mestre da Ordem do Templo 

 

Entrou na ordem em 1253 , ele começou sua carreira como um escudeiro da Pilgrim castelo , foi comandante da província de Tripoli em 1271 e, em seguida, mestre da província do Reino da Sicília por dois anos e não foi na Terra Santa, quando foi eleito mestre da Ordem do Templo , 13 de maio 1273 .O capítulo apontou para o irmão Goufier (a partir de Roanne) como Grande Comandante lieu mestre enquanto ele não chegava e enviou-os irmãosBertrand Fox e Guillaume Ponçon procura .

É o primeiro presente no Segundo Concílio de Lyon antes de uma viagem para a Inglaterra para recuperar as somas substanciais emprestados por Edward I de Inglaterra (Act assinado em Londres 11 de agosto de 1274) .

Foi o que aconteceu em setembro deste ano , na cidade de Acre , permanece quase única de instituições cristãs no Oriente. Quando em 1291, o sultão do Egito Khalil al-Ashraf veio para colocar cerco ao local , Guillaume de Beaujeu merecida por seus talentos guerreiro e a ascendência de seu caráter, de que tudo o que restava dos defensores da Terra Santa deve colocar-se sob o seu comando.

Ele justificou esta honra por seus milagres de heroísmo e morte gloriosa que ele estava sob os muros da cidade sitiada. Quando os mamelucos conseguiu quebrar as paredes de Saint-Jean d'Acre e que vêm 17 de maio de 1291, William recebeu uma seta na axila . A lenda diz que recuar na direção das linhas de trás é abordado por um templário aoque ele respondeu: "Eu não me correr, eu estou morto." Ele vai cair à Comenda, onde morreu algumas horas mais tarde.

 

Teobaldo Gaudin

Teobaldo Gaudin (1229 - 16 de abril de 1292) foi o Grão Mestre dos Cavaleiros Templários de agosto de 1291 até sua morte, em Abril de 1292. Pela sua grande piedade foi considerado digno da alcunha de "Monge Gaudi".

A história da Teobaldo Gaudin dentro da Ordem é bastante misteriosa. Nascido numa família nobre na área de Chartres ou Blois, França, entrou para aOrdem do Templo bem antes de 1260 porque nessa data, foi feito prisioneiro durante um ataque de Tiberíades.

Em 1279, Teobaldo cumpriu a função de "Comandante da Terra de Jerusalém" (não confirmado), a quarta função mais importante na hierarquia templários.

Em 1291, andava ele ao lado de Guilherme de Beaujeu para defender a cidade de Acre, sitiada pelo formidável exército de sultão mameluco Al-Ashraf Khalil. Em 18 de Maio, após a morte do referido Guilherme de Beaujeu, Gaudin permaneceu nessa cidade de Acre. Os demais cavaleiros da ordem, os homens, mulheres e crianças encontraram refúgio no templo, a grande fortaleza dos Templários. Pedro de Sevry, marechal da ordem, Teobaldo Gaudin, tesoureiro da ordem, e seus cavaleiros foram os últimos a defender Acre.

Depois de tentar defenderem a cidade de Acre em conjunto, sem sucesso, Al-Ashraf Khalil ofereceu ao marechal da ordem de embarcar para o Chipre, com todos os seus haveres. Tendo sido sido isso acordado, o Emir e 100 mamelucos foram autorizados a entrar na fortaleza. Mas como eles começaram a incomodar as mulheres e alguns rapazes, os cavaleiros templários, furiosos com esse ato, barricaram-se novamente. Naquela noite Pierre enviou ao tesouro da ordem, com o seu comandante Teobaldo Gaudin e alguns não-combatentes, de barco para Sídon.

Acre caiu no dia seguinte.

Teobaldo Gaudin chegaram com alguns cavaleiros a Sidon, onde foi eleito Grão Mestre. Os Templários estavam determinados a defender essa grande cidade, mas porque faltava um número suficiente de cruzados para o fazerem adequadamente. Então evacuaram-na e se mudaram para o castelo do mar. Teobaldo Gaudin passou a Chipre, na esperança de reunir reforços. Para muitos, este foi considerado como um acto de cobardia.

Os Templários lutaram bravamente, mas quando os engenheiros começaram a construir uma ponte, eles navegaram para longe Tortosa. A 14 de julho de 1291 o emir Al-Shujâi entrou finalmente no castelo e ordena a sua destruição. Os reforços nunca vieram.

A cidade de Beirute foi tomada em 21 de julho, o castelo de Ibelins e suas muralhas foram completamente destruídas. O sultão ocupou Haifa em 30 de julho e o mosteiro do Carmo foi destruído.

No início de Agosto, os cruzados declaravam para si nada mais do que duas cidades fortificadas, ambas ocupadas pelos Templários. No entanto, as guarnições foram demasiado fracas para enfrentar um cerco, de forma que Tortosa foi evacuada em 3 de agosto e o Castelo de Pèlerin em 14 de agosto.

Eles partiram para o mar na direcção ao forte de Ruad, duas milhas ao largo da costa de Tortosa, que permaneceu sob seu controle até 1302.

Em Outubro de 1291, um capítulo geral da ordem reuniu-se em Chipre. Esta reunião confirmou a eleição de Teobaldo Gaudin como Grão Mestre e nomeou novos dignitários em posições importantes dentro da hierarquia da ordem. É nessa ocasião que Tiago de Molay foi nomeado o marechal, que sucede a Pierre de Sevry, que tinha morrido em Acre. Teobaldo Gaudin tentou reorganizar todos os Templários após a devastação das recentes batalhas. Além disso, era necessário defender o Reino da Arménia de um cerco pelos turcos seljúcidas e a ilha de Chipre, ocupada por uma multidão de refugiados. Aparentemente, a tarefa revelou-se assustadora para Teobaldo Gaudin, que morreu em 1292 deixando uma enorme tarefa de reconstrução ao seu sucessor, Jacques de Molay.

 

Jacques de Molay

Jacques de Molay (em francês: Jacques de Molay; [Pronúncia: (ʒak də molɛ) Jak Demolé]; Molay, 1244 — Paris, 18 de março de1314) foi um nobre e militar, nascido em Molay, Haute-Saône, à época um vilarejo do Condado da Borgonha, e hoje em dia umacomuna francesa. Pertencia a uma família da pequena nobreza francesa, tendo sido cavaleiro e o último grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários.

Nascido em Molay, comuna francesa atualmente localizada no departamento de Alto Sona, França, embora à época o vilarejopertencesse ao Condado da Borgonha. Nasceu no ano de 1244, numa família da pequena nobreza francesa. Muito pouco se sabe sobre sua infância e adolescência. Aos seus 21 anos de idade, como muitos filhos da nobreza europeia, de Molay entrou para aOrdem dos Cavaleiros Templários, organização sancionada pela Igreja Católica Apostólica Romana para proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre, sendo a última, à época, um importante porto no mar Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das Cruzadas, e conquistou um nome de valor e heroísmo.

Nobres de toda a Europa enviavam seus filhos para serem cavaleiros templários, e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular em todo o continente europeu e Oriente Médio. Em 1298, Tiago de Molay foi nomeado grão-mestre dos Cavaleiros Templários, uma posição de poder e prestígio. Assumiu o cargo após a morte de seu antecessor Teobaldo Gaudin. Como grão-mestre, Tiago passou por uma difícil posição, pois as cruzadas não estavam atingindo seus objetivos. O anticristianismo sarracenoderrotou as Cruzadas em batalhas, capturando algumas cidades e portos vitais dos cavaleiros templários e dos hospitalários (outra ordem de cavalaria). Restaram apenas um único grupo do confronto contra os sarracenos.

Os templários resolveram, então, se reorganizar e readquirir sua força. Viajaram para a ilha de Chipre, esperando que o público geral se levantasse em apoio à outra Cruzada. Em vez de apoio público, os cavaleiros atraíram a atenção dos poderosos senhores feudais, muito deles seus parentes, pois para se entrar na ordem teria de se pertencer à nobreza. Em 1305, o rei da França Filipe IV, o Belo (r. 1285–1314) resolveu obter o controle dos templários para impedir a ascensão da ordem no poder da Igreja Católica. O rei era amigo de Tiago de Molay devido ao parentesco deles; o delfim Carlos, mais tarde Carlos IV (r. 1322–1328), era afilhado de Tiago. Mesmo sendo seu amigo, o rei de França tentou juntar a ordem dos Templários e a dos Hospitalários, pois sentiu que as duas formavam uma grande potência econômica. Filipe IV sabia que a Ordem dos Templários possuía várias propriedades e outros tipos de riqueza.

Sem obter o sucesso desejado, que era a de juntar as duas ordens e se transformar em um líder absoluto, o então rei de França armou um plano para acabar com a Ordem dos Templários, tendo chamado um nobre francês de nome Esquino de Floyran. O tal nobre teria como missão denegrir a imagem dos templários e de seu grão-mestre, e como recompensa receberia terras pertencentes aos templários logo após derrubá-los. O ano de 1307 viu o começo da perseguição aos cavaleiros. Apesar de possuir um exército com cerca de 15 000 homens, Tiago havia ido a França para o funeral dum membro feminino da realeza francesa e havia levado consigo poucos cavaleiros. Na madrugada de 13 de outubro, ele e seus homens foram capturados e lançados nas masmorras por um homem de confiança do rei Filipe IV, Guilherme de Nogaret.

Durante sete anos, Tiago de Molay e os cavaleiros aprisionados sofreram torturas e viveram em condições subumanas. Enquanto isso, Filipe IV gerenciava as forças do papaClemente V (1305–1314) para condenar os templários. Suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas a proteção de Filipe. Após três julgamentos, Tiago continuou sendo leal para com seus amigos e cavaleiros. Se recusou a revelar o local das riquezas da Ordem, e recusou-se a denunciar seus companheiros. Em 18 de março de 1314, foi levado à Corte Especial. Como evidências, a corte dependia de confissões forjadas, supostamente assinadas pelo grão-mestre. Desmentiu, então, as mesmas confissões. Sob as leis da época, a pena por desmentir uma confissão era a morte.

Foi julgado pelo Papa Clemente V, e assim como Tiago de Molay, outro cavaleiro, Guido de Auvérnia, desmentiu sua confissão e ambos foram condenados. Filipe IV ordenou que ambos fossem queimados naquele mesmo dia. Durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, amaldiçoando os descendentes do então rei de França. O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da guarda e o conselheiro real Guilherme de Nogaret e no dia 27 de novembro de 1314 morreu o rei Filipe IV com seus 46 anos de idade.

 

Grão-mestrado

 

Tiago de Molay assume o grão-mestrado da ordem em 1298, não se sabendo no entanto a data exata da sua eleição. Será eleito em detrimento de outra figura de peso dentro da ordem, Hugo de Pairaud, sobrinho do visitador do templo em França.

No inicio do seu grão-mestrado é conhecido pela sua ação a favor de uma nova cruzada, desenvolvendo uma campanha diplomática na França, Catalunha, Inglaterra, nos estados da península Itálica e nos Estados Pontifícios. Esta campanha visou não só resolver problemas internos que a ordem tinha, como também problemas locais, sendo resolvidas diversas disputas entre a ordem e bispos e também no sentido de pressionar as coroas e a Igreja a uma nova cruzada.

Organiza a partir da ilha de Chipre ataques contra as costas egípcias e síria para enfraquecer os mamelucos, providencia apoio logístico e armado ao Reino Arménio da Cilícia, e chega a intentar uma aliança com o Canato da Pérsia, sem resultados visíveis.

Outro assunto que será discutido durante o seu mestrado na ordem será o da fusão entre as duas maiores ordens militares, a dos Templários e a dos Hospitalários numa só. A Ordem do Templo com a perda de Acre começava a ser questionada quanto à razão da sua existência. As suas funções de proteger os peregrinos e de defender a Terra Santatinham cessado quando se retiraram para a ilha de Chipre. Tiago de Molay, em maio de 1307, em Poitiers, junto do papa Clemente V conseguira apresentar uma defesa contra esta fusão e ela não se realiza.

 

A prisão e o processo

 

Tiago de Molay foi sentenciado à morte, em 1314, sendo queimado na Île de la Cité, em Paris.

Na sexta-feira de 13 de outubro de 1307, os templários no reino da França são presos em massa por ordem de Filipe IV, o belo, entãorei de França. O grão-mestre Tiago de Molay é capturado em Paris.

Imediatamente após a prisão, Guilherme de Nogaret proclama publicamente nos jardins do palácio real em Paris as acusações contra a ordem.

Esta manobra régia impedira o inquérito pontifício pedido pelo próprio grão-mestre, o qual interno à Igreja, discreto e desenvolvido com base no direito canônico, emendaria a ordem das suas faltas promovendo a sua reforma interna.

A prisão, as torturas, as confissões do grão-mestre (De Molay nunca confessou as acusações como menciona anteriormente), criam um conflito diplomático com a Santa Sé, sendo o papa o único com autoridade para efetuar esta ação. Depois de uma guerra diplomática face ao processo instaurado contra a ordem entre Filipe, o Belo e Clemente V, chegam a um impasse, pois estando o grão-mestre e opreceptor da Normandia, Godofredo de Charnay sob custódia dos agentes do rei, estão no entanto protegidos pela imunidade sancionada pelo papa e absolvidos não podendo ser considerados heréticos.

Placa assinalando o lugar da execução de Tiago de Molay, na Île de la Cité, em Paris: Neste local, Tiago de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, foi queimado, em 18 de março de 1314.

Em 1314, o rei pressiona para uma decisão relativa à sorte dos prisioneiros. Já num estado terminal da sua doença, com violentas hemorragias internas que o impedem de sair do leito, Clemente V ordena que uma comissão de bispos trate da questão. As suas ordens seriam a salvação dos prisioneiros ficando estes num regime de prisão perpétua sob custódia apostólica e assegurando ao rei que a temida recuperação da ordem não será efetuada. Perante a comissão, Tiago de Molay e Godofredo de Charnay proclamam a inocência de toda a ordem face às acusações dirigidas a ela, a comissão para o processo e decide consultar a vontade do papa neste assunto.

Ao ver que o processo estava ficando fora do seu controle e estando a absolvição da ordem ainda pendente, Filipe IV, o belo, decide um golpe de mão para que a questão templária fosse terminada. Ordena o rapto de Tiago de Molay e de Geoffroy de Charnay, então sob a custódia da comissão de bispos, e ordena que sejam queimados numa fogueira na Île de la Cité, pouco depois das vésperas, em 18 de março de 1314.

Com isso Tiago de Molay passou a ser conhecido como um símbolo de lealdade e companheirismo, pois preferiu morrer a entregar seus companheiros ou faltar com seu juramento.

 

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